SOCIEDADE
 
Alunos e deputados debatem a violência doméstica e no namoro
 
Painel de intervenientes na sessão
Iniciativa em Arouca no âmbito do "Parlamento dos Jovens"
 
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"Violência doméstica e no namoro: como garantir o respeito e a igualdade?" é o tema-problema em reflexão nas escolas portuguesas no âmbito do "Parlamento dos Jovens", uma iniciativa conjunta da Assembleia da República, do Instituto Português do Desporto e Juventude, do Ministério da Educação, da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e das Assembleias Legislativas da Madeira e dos Açores. O convite à apresentação de medidas, à argumentação e ao exercício de uma cidadania activa através da participação democrática dos estudantes na abordagem e discussão deste problema premente na sociedade portuguesa teve esta segunda-feira um dos seus pontos altos na interacção formativa entre deputados da Assembleia da República e alunos do Agrupamento de Escolas de Arouca (AEA), numa sessão matinal que decorreu no auditório da escola-sede. A iniciativa precede a sessão de apresentação, discussão e votação de propostas elaboradas por listas de alunos-deputados, da qual resultará a escolha da representação da escola na sessão distrital, processo que culminará com uma sessão final na Assembleia da República a cargo das escolas mais votadas. A implementação do Parlamento dos Jovens no AEA decorre sob a orientação de uma equipa coordenada pela docente Manuela Borges e em articulação com outro programa de cidadania mais alargado, em curso na escola no âmbito da Escola Embaixadora do Parlamento Europeu.

A luta por uma causa comum: os direitos das mulheres

Aberta pelo director do AEA, Agostinho Guedes, a iniciativa de sensibilização e reflexão com os alunos foi moderada pela docente Olga Soares. "É um problema que deve ser erradicado e que envergonha a sociedade portuguesa. É nestas idades jovens que a luta contra a violência doméstica e no namoro se faz. Ao alertar os jovens para esta causa, a escola está a fazer o seu papel", realçaram os representantes da instituição de ensino, que contou com os contributos dos deputados António Topa (PSD) e João Pinho de Almeida (CDS) e da candidata a deputada pelo círculo de Aveiro Ana Valente (PCP), que ajudaram à ponderação sobre um problema que envolve complexas facetas sociais, éticas, jurídicas e políticas, desde a prevenção às medidas de resolução e de protecção das vítimas. "É uma questão de direitos das mulheres. A submissão não é solução e é preciso trabalhar na mudança de mentalidades.", salientou o deputado social-democrata. "Exige-se muito dos políticos quanto à resolução deste tipo de violência, mas Portugal dispõe de leis aprovadas na Assembleia da República. A questão está na sua aplicação, que nem sempre é satisfatória", alertou João Almeida. Embora transversal aos diversos contextos sociais, "as condições precárias potenciam a dependência da mulher e a violência sobre esta. Falta investimento na educação e nas instituições que tratam destes problemas", acusou a representante do PCP. O debate estendeu-se às intervenções dos alunos, numa jornada escolar que foi mais um forte contributo para a educação sobre direitos, liberdades e garantias. 2020-01-06 Manuel Sousa/RV
 
Arouca

Sábado, 30 de Maio de 2020

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