SOCIEDADE
 
Evocação: Padre Manuel Vilar
 
Padre Manuel Vilar paroquiava em Amarante
ÓBITO | 'O meu testemunho', de A. Teixeira Coelho
 
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Conterrâneos, de gerações diferentes, não privámos regular e intensamente. E mesmo assim, além de ter acompanhado a sua actividade pastoral nas paróquias que lhe foram sucessivamente atribuídas, assim como "as estações da sua via-sacra", tive várias oportunidades de trocar com ele pontos de vista sobre temas da actualidade eclesial diocesana e não só, assim como sobre a vida do País, em diálogos de respeito e proveito mútuos. De tal modo que não poderia deixar de lhe prestar a homenagem deste testemunho. É um testemunho sobre a vida de um presbítero que tenho como exemplar.
Foi na Livraria da Fundação Voz Portucalense, no Porto, na rua de Santa Catarina (livraria diocesana que a administração da diocese fechou) onde, como voluntário, assumi durante dez anos responsabilidades, que mais contactei com o Padre Manel Vilar. É que ele ali acorria com muita frequência para assuntos relativos às suas responsabilidades pastorais, que eram de molde a por à prova as enormes qualidades da sua condição de presbítero da Igreja do Porto, tanto quanto as suas capacidades físicas, finalmente abaladas por doença grave, como sabemos, mas também para colher informação sobre livros publicados e recenseados nas páginas de Voz Portucalense, semanário da diocese do Porto, ou outros que por outras fontes conhecera, uns e outros sobre temas relacionados com a reflexão teológica e com a sua actividade pastoral. Percebia-se que era um padre actualizado, com as antenas bem atentas aos apelos e orientações do Papa Francisco. Actualizado e preocupado em acompanhar a reflexão que ia sendo editada. A sua capacidade de serviço, a sua disponibilidade para até à exaustão servir o povo que lhe fora confiado, a simplicidade, a alegria e espírito de diálogo e abertura marcavam o perfil da sua pessoa de presbítero e amigo. A sua passagem pela livraria era, por isso, sempre oportunidade de diálogo sobre a sociedade em acentuado processo de transformação e sobre a Igreja peregrinante de que ambos fazíamos parte, como presbíteros, mesmo que com percursos diferentes. Conversas informadas e enriquecedoras para ambos que não mais esquecerei. Conversas sempre longe da conversa banal e de conveniência que abunda no meio clerical.
Neste traço do sua personalidade e postura percebia-se o modo como entendia e vivia a sua responsabilidade para com a Igreja, no povo que servia. Esse povo tinha direito a receber "pasto de qualidade", como disse certa vez D. Manuel Clemente, e, percebia ser seu dever estar à altura de satisfazer esse direito. O que passava por um acompanhar a reflexão que se fazia e divulgava, informar-se sobra as experiências que poderiam servir de sugestão para a sua actividade pastoral. Interessava-se, acompanhava, atualizava-se. Com curiosidade e seriedade.
O Padre Manel Vilar era sério no trabalho pastoral. Era atento aos ziguezagues da igreja diocesana. E, se da sua boca saía um lamento, era porque a amava e sofria pelo que via e lhe era dado conhecer.
Um Padre do nosso tempo. Culto e disponível a quem a diocese entregou umas quantas paróquias no Marão e que nunca deixou, mesmo confrontado com problemas graves de saúde, de acompanhar as vicissitudes e exigências da Igreja diocesana e da sociedade em transformação. A. Teixeira Coelho
 
Arouca

Terça, 17 de Setembro de 2019

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