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Louseira de Canelas na ‘lista negra’ das pedreiras nacionais em risco
 
Plano de intervenção do Ministério do Ambiente será notificado à empresa exploradora arouquense
 
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A louseira de Canelas, exploração a céu aberto de uma jazida de ardósia da empresa arouquense Valério & Figueiredo, Lda., é uma das 191 pedreiras em situação crítica que o Ministério de Ambiente identificou em lista divulgada pela comunicação social nacional no passado fim-de-semana.
O levantamento dos locais que apresentam risco foi uma das primeiras consequências resultantes do acidente mortal numa exploração de mármore em Borba, a 19 de Novembro de 2018, de que resultaram cinco vítimas mortais - resultou do colapso de uma via rodoviária que circundava a pedreira. «Este acidente expôs, de forma evidente, a necessidade de apurar a situação real das pedreiras existentes em todo o território continental, a fim de permitir avaliar a necessidade de intervenção, tendo sempre como objetivo essencial a proteção de pessoas e bens e do ambiente», refere uma nota do Ministério.
Das 191 pedreiras nacionais em situação crítica, 87% necessitam de sinalização, 74% necessitam de vedação e 93% necessitam de estudos prévios e/ou projetos de execução que possibilitem identificação de soluções técnicas adequadas que garantam a realização de intervenções de caráter estrutural, a reposição de zonas de defesa e a estabilização de escombreiras.
Cabe agora às entidades exploradoras dar início ao plano de intervenção aprovado pelo Governo a 7 de Fevereiro. Serão as empresas que as exploram (ou os donos dos terrenos) a assumir os 14,3 milhões estimados (vedação e estudos técnicos, sem contar com as obras). A administração central só tratará da aquisição e da sinalização das pedreiras identificadas - um custo total de 150 mil euros -, uma acção a articular também com a Câmara Municipal respectiva. Para o caso de intervenções coercivas em situações de «manifesta urgência», a Direcção Geral de energia e Geologia e a EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro, que integra o sector empresarial do Estado) terão acesso a verbas do Fundo Ambiental (€2,2 milhões/ano, de 2019 a 2021).

Derrocada em 2012

Os sinais de alguma preocupação com a pedreira arouquense, situada junto da EN 326-1, junto aos lugares de Touraz e Mealha, já vinham do Inverno de 2012, quando uma derrocada de grandes dimensões da escombreira dos produtos sobrantes da exploração de lousa cortou uma via municipal na freguesia de Canelas durante vários dias (notícia). RV 2019-02-15

 
Arouca

Quarta, 27 de Março de 2019

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A Frase...

"Numa freguesia extensa (35 km2), torna-se difícil a gestão de todos os espaços públicos"

Joaquim Cunha, autarca de Canelas-Espiunca, em entrevista ao RV

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