SOCIEDADE
 
“Noite de Tradições” em Fermedo
 
Sachada
Salão paroquial acolheu espectáculo de três grupos folclóricos que apresenta o viver de há um século. Quadros que evocam trabalho, alegria e sonhos
 
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O primeiro sábado do mês foi "Noite de Tradições", em Fermedo, com um espectáculo que juntou, no salão paroquial, cerca de 90 elementos do Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato, do Grupo Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira e do Rancho Regional "Recordar é Viver" de Paramos, em Espinho.
Em "palco improvisado" foram-se sucedendo as cenas de uma vida aldeã e campestre dos inícios do século XX e das décadas seguintes, quando as pessoas das comunidades rurais tiravam da terra o sustento, num ritmo de vida em que as alegrias do cantar, do dançar e do conviver se entremeavam com uma dura labuta "de sol a sol".
Do Entrudo às Janeiras e Reis, os elementos - entusiastas do folclore e da cultura popular - dos três agrupamentos foram recriando os momentos especiais do ano "de antanho", com passagem pela Páscoa, pela Sementeira do Milho, pelo São João, pelo ciclo do Linho e pelo Natal.
"Eram tempos em que se valorizava as pequenas coisas e principalmente a entre-ajuda", reza o guião. No caso, a propósito do trabalho de semear o milho, cultura incontornável na região, mas o mesmo se pode dizer quanto aos dias dias de festa: a Folia e a Alegria andavam soltas pelo Entrudo e a festividade são-joanina era sempre esperada, também pelo folguedo e namoros que proporcionava, assim como pelas "maroteiras" a cargo dos jovens, que iam "roubando" peças e artigos para enfeitar o Adro da Igreja". Parece que então até havia lavradores que dormiam no seu carro de bois - meio essencial à lida do campo - para evitar que fosse levado.
Aldeia genuinamente lusa tem a Igreja no seu centro, expressão de uma religiosidade que marcava esse viver antigo. Na Páscoa, a vivência da Quaresma e momentos especiais como a "Ementa das Almas", ainda hoje realizada em Fermedo, eram caminho de "Fé" que desaguava no Domingo Pascal, com a sua Missa e o Compasso que levava, como leva, o Senhor Jesus aos Lares.
A Sachada também foi representada no salão paroquial: "tarefa minuciosa", assumida por grupos de mulheres, que trabalhavam ao ritmo das canções e das danças, muitas vezes dos cochichos e dos ditos.
Noite de Esfolhada era também "noite bem passada", com música a animar a malta e, na "Esfolhada do Resto", para rematar a lida, tocadores de viola e cantadores ajudavam ao baile e à alegria.
O ciclo do Linho foi abordado com representação da Espadelada: actividade tradicionalmente feminina, tinha como objectivo a libertação da fibra do linho da parte lenhosa, através do uso da espadela e do espadeladouro ou cortiço.
Esta era cultura igualmente importante na região, com as famílias a recorrerem a ela para conseguirem tecido para a casa, mas também para vender.
O espectáculo no salão paroquial de Fermedo foi encerrado com a evocação do Natal, período de Novenas, da Missa do Galo e da Alegria do Nascimento de Jesus, seguindo-se os quadros das Janeiras e Reis, em que três grupos - um por grupo folclórico - foi passando por uma "casa" recriada segundo o viver de há 100 anos. 2019-02-05 AOS (texto e fotos)
 
Arouca

Segunda, 22 de Julho de 2019

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