SOCIEDADE
 
Professor do Agrupamento de Arouca vence prémio 'Ciência Viva Educação'
 
Filipe Ressureição lecciona em Arouca há mais de vinte anos
Filipe Ressurreição lecciona na Escola Secundária há mais de vinte anos
 
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O "Prémio Ciência Viva Montepio Educação 2018" distinguiu o professor de Biologia, Filipe Ressurreição, pela criação da "Oficina da Ciência" no Agrupamento de Escolas de Arouca e pelos modelos inovadores de ensino e aprendizagem das ciências aí implementados. Com mais de duas décadas de trabalho lectivo na Escola Secundária de Arouca, o docente, nascido em Angola, licenciou-se em Ciências Agrárias, na Universidade dos Açores, fez uma pós-graduação em Ciências da Educação na Universidade de Aveiro e outra em Biologia Marinha, no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto. Depois de concluir o Mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, foi doutorando em Biologia na mesma instituição. Investigador convidado do CBBA do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, é especialista em biologia celular e molecular, com foco na toxicologia ambiental. Foi autor ou co-autor de vários artigos publicados em revistas científicas internacionais e de livros de divulgação da ciência. Foi, ainda, membro do Conselho Científico do Centro de Ciência Visionarium, onde também desenvolveu o projecto Laboratorium.

Oficina de Ciência ao serviço dos alunos

Mas é ao ensino experimental das ciências que Filipe Ressurreição tem dedicado grande parte da sua vida académica. Em sintonia com o projecto educativo da escola de incentivo à aprendizagem das ciências, dinamizou a "Oficia de Ciência", um projecto inovador e multidisciplinar que desde 2004 promove a investigação e o contacto da comunidade escolar com cientistas. O programa envolve, anualmente, equipas de docentes coordenadores e alunos investigadores dos ensinos básico e secundário. "O sucesso é trabalho. Estes projectos e prémios não estão restringidos a um grupo de alunos de excelência. Seria falsa modéstia não reconhecer que somos uma escola referência, o que diz que estamos no bem caminho e que estamos a fazer um bom trabalho a nível de escola", referia já em 2015, em entrevista ao RODA VIVA, o docente de Biologia, galardoado cinco vezes com o Prémio Especial Professor Coordenador pela Fundação da Juventude. A lista de prémios, menções honrosas e participações em eventos de renome nacional e internacional tem crescido substancialmente na escola arouquense, realidade que enaltece o empenho de alunos e professores e todo o trabalho colectivo que tem projectado a escola e a formação integral dos alunos. A escola já acumulou cinco primeiros prémios no concurso Jovens Cientistas e Investigadores (Fundação da Juventude), três no concurso Prémio FIP-Ciência na Escola (Fundação Ilídio Pinho), outros primeiros prémios em edições da FCT NOVA Challenge, prémios MonIT e FAQtos, além de outros prémios e menções honrosas. As gratificações obtidas têm permitido aos alunos experiências de topo em participações em certames nacionais e internacionais, além de benefícios para o investimento na melhoria dos laboratórios de ciências experimentais, espaço escolar já baptizado com um "Laboratório Ilídio Pinho", um reconhecimento mútuo do trabalho da escola e da fundação impulsionadora da investigação científica nas escolas.

Projecção internacional

Os projectos criados na Oficina da Ciência chegaram mesmo a alcançar projecção internacional, como na primeira conquista portuguesa do First Prize do European Union Contest for Young Scientists (EUCYS 2014), angariado pelas alunas arouquenses (hoje universitárias) Matilde Silva e Mariana Garcia, em Varsóvia, com o projecto "Smart Snails" (foto). Honorary Award, London International Youth Science Forum (2015), Special Prize Expo-Sciences International Brazil (2015), First Prize, European Youth Science Meeting (2014 e 2015), EPO Prize do European Patent Office (2012), o The Climate Prize of the Danish Government (2008) foram outros reconhecimentos obtidos internacionalmente.
A cerimónia de Entrega dos Prémios Ciência Viva Montepio 2018 realizou-se no Anfiteatro do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. Foram ainda distinguidos a astrónoma Teresa Lago, que assumiu em Agosto a liderança da União Astronómica Internacional (Grande Prémio Ciência Viva Montepio 2018) e o radia¬lista Edgar Canelas, da Antena 1 (Prémio Ciência Viva Montepio Media). 2019-01-09 MS/RV

 
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Terça, 22 de Janeiro de 2019

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