ASSOCIATIVISMO
 
“A ACRD não é de quem a dirige, mas de quem a quer frequentar”
 
Camilo Pereira
Entrevista decorreu na sede da associação da freguesia de Chave
 
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Camilo Pereira, 54 anos, natural de Chave, mais propriamente do lugar de Coto da Cavadinha, e a residir no Tojal, foi eleito presidente da direcção da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Chave no passado dia 4 de Fevereiro. Camilo sentou-se com RODA VIVA para uma ENTREVISTA que versou sobre passado, presente e futuro de uma associação com mais de duas décadas de história.

Como resumiria a história da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Chave e a sua ligação à ACRD?
Camilo Pereira - Fui um dos 13 fundadores da associação em setembro de 1996. Depois acompanhei-a até à fusão com a, na altura, associação Farrapense. Quando a fusão foi aprovada, eu fui um dos que votou contra e depois desliguei-me um pouco da associação, ou seja, frequentava-a, mas deixei de fazer parte da direcção porque não concordava com a fusão. Os elementos da direcção do Farrapense, no início, ainda colaboraram, mas depois deixaram. Daí que anos depois, os sócios tenham concordado em tirar o nome de Farrapense. Em 2006 pediram-me para eu voltar e eu fiquei a vogal. Nesse seguimento, fizemos o aumento da sede e também alugámos a serração e fomos desenvolvendo a associação.

No passado, a ACRD era muito fértil em desporto, isso parece ter-se perdido nos últimos anos...
Sim, é verdade. Isso tem que ver sobretudo com a mudança que houve na junta em 2005 porque até então o presidente Manuel Cabral apoiava muito a ACRD e desde então essa colaboração da junta com a nossa associação fraquejou. A freguesia acabou por se dividir e os jovens foram abandonando a associação.

Que opinião tem do mandato do seu antecessor, Arménio Correia?
O balanço tem de ser positivo. A obra mais significativa foi a ampliação da nossa sede, cuja inauguração foi em 2009. Alugámos igualmente o pavilhão da antiga serração do Tojal para algumas atividades que temos. Fizemos as obras lá e já estão pagas. Se tivermos apoio, teríamos interesse em comprar o pavilhão. Todavia, a associação sozinha não tem capacidade para isso.

Quais as metas ou actividades a realizar no futuro imediato?
Queremos já avançar com uma equipa de futebol de escolinhas na próxima época e por isso já renovámos o Campo das Chãs, na Farrapa, mas necessitámos de apoio, nomeadamente para fazermos balneários. O campo esteve inutilizado vários anos, mas agora já tem existido futebol lá todos os domingos de manhã, para além das caminhadas que chamam muitas pessoas também todos os domingos. Por outro lado, estamos a organizar um trail de 20 km a realizar em Abril. Em junho, estamos também a pensar organizar um mês cultural e vamos propor isso a todas as associações da freguesia e à junta. Se não quiserem, estamos dispostos a avançar sozinhos.

Os jovens são um grande propósito seu para este mandato?
Os jovens começaram a ver que a ACRD não era bem o que se dizia e vemos eles agora a aproximar-se. A associação não é de quem a dirige, mas da freguesia e de quem a quer frequentar. Esse é o meu principal objectivo até 2020. Inclusive, há pessoas que falaram muito mal da ACRD, mas que, quando precisam de alguma coisa, vêm cá porque nós, felizmente, temos tudo e a associação nunca lhes negou nada. Como temos vindo a fazer, estaremos sempre disponíveis para colaborar com as outras associações locais. O nosso objectivo é que existam mais jovens a frequentar a ACRD para no futuro serem eles a tomar conta da associação, para que ela não acabe.

Quem anda à frente das associações locais, anda pelo lucro que isso poderá tirar?
Não, de todo! E eu que o diga. Quando são necessárias coisas para a associação, somos nós que levamos o nosso carro, entre outras coisas como compras com o nosso dinheiro. Quem está à frente destas associações locais perde dinheiro e tempo. Mas se não houver quem se chegue à frente, morre o associativismo. Há pessoas que vêm cá à ACRD e que, caso contrário, não sairiam de casa, para além
de outras que nos frequentam e não são de Chave. Ruben Tavares 2018-03-31

 
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