SOCIEDADE
 
AECA assinalou aniversário com novos desafios para o futuro
 
AECA recebe presente da Câmara Municipal de Arouca
Autarcas dos concelhos abrangidos pela associação empresarial presentes na cerimónia
 
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Decorreu na véspera do feriado de 1 de Dezembro, o 26º aniversário da associação empresarial AECA numa unidade hoteleira da freguesia de Chave.
Cerca de uma centena de empresários associaram-se a esta efeméride, estando ainda presentes Margarida Belém e José Pinheiro, autarcas de Arouca e Vale Cambra, respectivamente. Entre os convidados, destacam-se ainda as presenças de representantes dos bombeiros voluntários e das escolas dos dois concelhos.
Durante o período de discursos, usaram da palavra Carlos Brandão (AECA) e os autarcas dos dois concelhos abrangidos pela associação.
O presidente da AECA, numa longa alocução, procurou abordar de forma frontal e sem rodeios as várias temáticas em que actualmente a associação está envolvida, bem como os desafios e bloqueios com que está confrontada.
A falta de mão-de-obra especializada para a indústria que muitas empresas sentem, os problemas de mobilidade que os empresários diariamente sofrem e o plano de acção da AECA, foram escalpelizados durante o seu discurso (ver texto completo em baixo), procurando também apresentar soluções e sugestões para a sua resolução. A terminar a sua apresentação, elencou um conjunto de iniciativas (abertura da AECA aos jovens, Arouca 4.0,...) que a AECA já concretizou durante o seu mandato.
"Espero que pró ano cá estejamos todos novamente para convivermos mais um pouco, para trocarmos opiniões e para nos unirmos cada vez mais para trabalhar em prol do desenvolvimento económico e social desta nossa região de Arouca e Vale de Cambra", concluiu Brandão.
Margarida Belém destacou o papel da AECA na dinamização empresarial no concelho de Arouca e sublinhou a parceria que tem existido entre a associação e a autarquia em vários projectos, cujos frutos já começam a ser visíveis. Felicitou a AECA por mais um aniversário, tendo no final do seu discurso entregue uma lembrança da autarquia.
José Pinheiro, num discurso breve, parabenizou a AECA pelo seu aniversário e enalteceu a boa relação que tem existido entre a sua autarquia e a associação, permitindo a resolução de vários problemas que afectam os empresários locais. RV 2017-12-03

DISCURSO de Carlos Brandão, presidente da AECA

Começo por agradecer a presença dos Srs. Presidentes das Câmaras Municipais de Arouca e Vale de Cambra, dos representantes das Assembleias Municipais de Arouca e Vale de Cambra, dos representantes das Associações dos B.V. de Arouca e de Vale de Cambra e dos representantes das Escolas da região.
Começo por salientar a estreita colaboração e a importância que consideramos ter a ligação da AECA às escolas dos dois Municípios: Agrupamento de escolas de Arouca, Búzio, Escariz e Escola Tecnológica de Vale de Cambra (ETVC).
Saliento que 160 alunos da ETVC começaram em Setembro cursos de especialização tecnológica especializados para entrada directa na indústria e nas empresas da região.
- Iremos apoiar a abertura de uma turma nocturna em Arouca por forma a dinamizar a ESA durante a noite e cimentar ainda mais a ligação da ESA às empresas de Arouca.
- Estamos empenhados conjuntamente com o Municipio de VC em fazer com que a ETVC funcione ano após ano sem estar dependente da aprovação de projectos comunitários.
Quanto à falta de mão de obra, sentida actualmente, para trabalhar nas nossas empresas e as nossas acções tomadas para fazer minorar esse problema:
- O problema da falta de mão de obra na indústria não se resolve do pé para a mão. Estamos a tentar :
- Através da captação de mais jovens para estudar nas nossas escolas (Escola Tecnológica)
- Através da captação e da fixação de jovens através, por exemplo, da incubadora CI3 com a criação de start-ups no nosso território
- Captando e/ou fazendo regressar emigrantes provenientes de Países em dificuldade actuamente como é o caso da Venezuela, de Angola e de outros Países com situação económica/social difícil e que possam fixar aqui a sua residência. Trabalho têm. Habitação podem ter ou não. Problema que deve merecer a atenção dos dois municipios.
- Problema da Mobilidade.
Devem achar estranho eu estar há um ano a esta parte e ainda não me ter queixado. Pois aí vai: Temo-nos queixado mas em voz off. Acho que agora é tempo de começar a "chatear" com este assunto.
- A conclusão da via estruturante Arouca-Feira deverá continuar a estar sempre na primeira linha da agenda.
- A ligação de Escariz à A32 é bem vinda, embora não seja consensual entre os empresários ser a CMA a assumir sozinha o pagamento das expropriações no Concelho vizinho da Feira.
- A beneficiação da estrada nacional 224-1 entre o Chão de Ave e Carregosa é uma prioridade. Só nos dois últimos meses existiram dois acidentes, um deles fatal e outro em que duas crianças saíram praticamente ilesas quase por milagre.
O estrangulamento no centro de Carregosa é por demais evidente e à medida que aumentam as zonas industriais e a circulação dos camiões naquela Vila, é quase um milagre não terem existido acidentes graves. É urgente fazer uma estrada nova que sirva para desviar o transito do centro de Carregosa. A ligação à A32 no nó de Carregosa é de extrema importância porque tanto dá para Norte e para Sul. Quem vai para Lisboa a partir de Arouca vai entrar no nó de Carregosa, não vai a Escariz nem a Pigeiros. Da mesma forma quem vai para o Porto a partir da Zona industrial da Farrapa Rossio vai a Carregosa apanhar a A32 e não vai a Pigeiros.
- Por outro lado a nova estrada deverá contemplar a ligação à Zona industrial de Vale Pereiras em Vale de Cambra, descongestionando aquela zona industrial que neste momento tem o seu acesso principal a partir do Centro Urbano de Vila Chã
- A repavimentação da EN 227 entre Vale de Cambra e São João da Madeira é outra obra que urge. Apesar de estar adjudicada, esta obra não tem passado o crivo das cativações e isso terá que ser resolvido rapidamente.
Existem mais congestionamentos como é o caso da estrada que liga as Alagoas à Abelheira. Esta estrada terá que ser alargada ou terá que ter uma variante para conseguirmos ter um corredor rápido e fluido entre as diversas Zonas industriais do poente do Concelho de Arouca e Vale de Cambra. As Zonas industriais da Farrapa- Rossio estão próximas e com boa ligação à Zona industrial das Alagoas, e à de Algeriz existindo 1 corredor fácil de percorrer inclusive por camião. Para Escariz existe esse estrangulamento, mais ainda quando Escariz estiver ligado à A32 e as empresas destas Zonas industriais quiserem usufruir dessa ligação rápida ao Porto. Há que pensar e há que resolver.
Quando falamos em mobilidade estamos sempre a pensar no conceito tradicional de estradas e veículos a gasóleo ou a gasolina.
Esse conceito de mobilidade tende a desaparecer muito rapidamente. Temos todos que estar atentos e fazermos os projectos a pensar no futuro. Quando falo em corredores entre estas diversas Zonas industriais estou a falar em mais do que mobilidade para automóveis. Não faz sentido criar já corredores ecológicos, ciclovias, circuitos de manutenção, entre outras?
Uma das poucas lições a tirar da praga dos incêndios em especial do último incêndio de 15 de Outubro passado que nos afectou directamente foi a de que estamos todos unidos e todos muito próximos.
O corredor que o incêndio abriu foi muito rápido e podemos ver que de Pintalhos (em Vale de Cambra) a Castelo de Paiva passando pela Farrapa/Rossio, Alagoas, Mansores e Escariz é contínuo e constituído por muita mata e arvoredo, sendo portanto possível pensar mais além e de forma integrada, juntando as Zonas industriais, a mobilidade, a prevenção de fogos florestais, o lazer e a natureza.
Pensar as Zonas industriais de futuro. Ligar os núcleos urbanos às Zonas industriais pensando na mobilidade e na forma das pessoas lá chegarem sem andarem todas e cada qual no seu carro.
Isto é válido para ambos os Concelhos. É para irmos todos pensando e pensando global agindo local. Não podemos pensar ponto a ponto, zona a zona, temos de pensar mais integrado.
A AECA está disponível para isso e para ajudar a pensarmos um plano integrado de desenvolvimento empresarial regional criando sinergias, mobilidade colectiva, partilha de equipamentos e de serviços, para que cada Freguesia, cada Zona industrial, cada Concelho não tenha que fazer sozinha os seus equipamentos sem os poder partilhar, partilhando as despesas e tornando-os sustentáveis. Estou a falar por exemplo na incubadora de empresas, da escola tecnológica do pólo universitário, do circuito de transportes urbanos, entre outros.
Tentar não custa e nós vamos tentar fazer essa ponte no que diz respeito às empresas e às zonas industriais.
A AECA em acção:
-O projecto de Formação Acção indústria - continua a formação para empresários. Aderiram 16 empresas e espera-se que no final saiam empresários mais bem preparados para exportarem, para inovarem e para fazerem crescer as suas empresas
- Formação Acção Turismo - Estamos a fazer todo o trabalho de casa para ver se conseguimos arrancar com este projecto importante para o reforço das empresas e da formação dos empresários da área do turismo
- Comércio invest - Finalmente chegou a primeira tranche do Projecto de Vale de Cambra. Os 25% (cerca de 150.000 euros) do valor do projecto irão começar a chegar às empresas ainda antes do final do ano.
Projectos novos submetidos e a submeter:
- CI3 - Continuamos empenhados conjuntamente com a CMA na sua concretização e no seu arranque a curto prazo.
- MASTER EXPORT (Sistema de Apoio a Ações Coletivas - Internacionalização) - O Master Export tem por objetivo reforçar a internacionalização das PME da fileira Metalomecânica e do Habitat criando novos canais de exportação para países com elevado potencial e geograficamente próximos e capacitá-las para se apresentarem nestes mercados com bens de maior incorporação tecnológica (França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Polónia).
Foi trabalhado em acção conjunta com as Associações de Águeda e de Fafe, com o patrocínio do nosso consultor Dr. Adriano Fidalgo e é um projecto em que nos estamos a empenhar muito para que saia aprovado.
- Vale de Cambra - Capital do aço inoxidável é um dos projectos que temos vindo a trabalhar com a CMVC. Penso que é chegada a hora de partir para a concretização e para a sua submissão. A ideia será termos a médio prazo uma marca e porque não um cluster do aço inoxidável e das várias formas de o trabalhar que sirva para atrair novos clientes a nível mundial e para atrair mais turismo ao Concelho de VC, entre outras vantagens que se possam tirar.
O que prometemos e já cumprimos:
- Abrir a AECA aos jovens: Para quem não andar distraído poderá constatar que o AROUCA 4.0 foi concebido e concretizado com recurso a muitos jovens empresários que esta Direcção foi buscar para a sua dinamização. O sucesso obtido deve-se em muito ao esforço deles. O jantar de hoje tem também uma ajuda muito grande de jovens que nos ajudaram na dinamização e na animação. Este é o caminho para envolvermos mais jovens nas nossas actividades e dessa forma a nossa acção também possa ser melhorada e rejuvenescida.
Espero que pró ano cá estejamos todos novamente para convivermos mais um pouco, para trocarmos opiniões e para nos unirmos cada vez mais para trabalhar em prol do desenvolvimento económico e social desta nossa região de Arouca e Vale de Cambra.

 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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