SOCIEDADE
 
Gémeas voluntárias do concelho em missão a São Tomé e Príncipe
 
As irmãs com o traje tradicional santomense
Raquel e Rita Santos, da freguesia de Chave, estiveram um mês no país lusófono de África
 
   Mais fotos
  Outras acções...
 Enviar a um amigo
 sugerir site
A Casa Fiz do Mundo - São Tomé e Príncipe é uma missão de ajuda humanitária que nasceu em 2007 na comunidade católica da Paróquia do Divino Salvador de Carregosa, em parceria com as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.
Tudo começou em 2007, com o envio de um contentor de ajuda humanitária e a deslocação ao terreno de cinco voluntários que se depararam com uma população carente de bens alimentares e de material escolar.
Os voluntários vão de dois em dois anos para o local, em missão, trabalhando nas suas áreas de formação. Ao mesmo tempo, trabalham durante o ano todo cá para enviarem um contentor cheio de material essencial para a população santomense.
Com a associação da paróquia de Santa Eulália de Chave à missão desde 2012, altura em que Chave e Carregosa passaram a partilhar da mesma paroquialidade, em 2017, chegou a vez de Chave ter duas representantes no grupo de voluntários.
Raquel Santos, licenciada em Reabilitação Psicomotora e mestranda em Actividade Física Adaptada na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e Rita Santos, recém-licenciada em Enfermagem, pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, são irmãs gémeas, naturais do lugar de Chave, e, pese embora um ano lectivo cansativo e sacrifícios vários de ordem pessoal, partiram para o país insular no Golfo da Guiné no dia 14 de Julho, tendo regressado a 12 de Agosto.
Têm 22 anos e viveram um mês para nunca mais esquecer, junto daqueles que parece ninguém mais se querer lembrar. Tudo se passou em Neves, Distrito de Lembá, a segunda maior cidade de São Tomé e Príncipe.

ENTREVISTA
Como foi a transição entre a expectativa e a chegada e o confrontar com a realidade em São Tomé e Príncipe?
Raquel: Íamos a pensar que era uma coisa muito pobre, mas, ao contactar inicialmente com a capital, a cidade de São Tomé, reparámos que era desenvolvida e já um pouco europeizada. Depois viajámos pela costa até à cidade de Neves, o que é muito bonito, ver aquela natureza toda, embora com estradas muito danificadas. Ao longo do percurso íamos vendo as casas, de madeira, os miúdos com fruta à cabeça e descalços, os homens de catana nas mãos e as mulheres a lavar roupa e louça nos rios...
Rita: O momento da chegada a Neves foi chocante e aí é que começou a realidade, sobretudo na Rua Mãe Clara, onde vivemos e onde desenvolvemos o nosso trabalho com as irmãs. Era tudo em terra batida e passavam cães, porcos, cabras, os miúdos a brincar com o lixo, mas os voluntários mais velhos que já tinham ido anteriormente disseram-nos, logo na primeira semana, que "estávamos num resort" e, realmente, nas roças, que eram as antigas fazendas onde trabalhavam os escravos, era muito pior... Rúben Tavares 2017-09-09

(versão integral na próxima edição impressa do RODA VIVA jornal)

 
Arouca

Quarta, 20 de Setembro de 2017

Actual
Temp: 13º
Vento: N a 2 km/h
Precip: 0 mm
Nublado
Qui
T 19º
V 5 km/h
Sex
T 22º
V 0 km/h
PUB.
PUB.
 
INQUÉRITO
Na sua opinião, qual a marca mais genuína da tradição da Feira das Colheitas, que este ano celebra a edição 73?
 
 
A Frase...

"Hoje somos um concelho pujante, dinâmico e atractivo"

Margarida Belém (candidata do PS à Câmara), em entrevista ao RV

EDIÇÃO IMPRESSA

RSS Adicione ao Google Adicione ao NetVibes Adicione ao Yahoo!
PUB.
Desenvolvido por Hugo Valente | Powered By xSitev2p | Design By Coisas da Web | 27 visitantes online