POLÍTICA LOCAL
 
"Executivo não esteve à altura da freguesia de Chave"
 
Filipe Reis Vieira
AUTÁRQUICAS 2017 | O pretendente do PPM à liderança da freguesia quer mais transparência na gestão local
 
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ENTREVISTA | Filipe Reis Vieira é natural de Fátima. Em junho de 1965, completou o curso de enfermagem na Escola Dr. Ângelo da Fonseca, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Reformado da sua actividade já há mais de 15 anos, Filipe é enfermeiro há mais 50. Desenvolveu a profissão durante mais de trinta anos no Hospital de Arouca e nos Centros de Saúde de Alvarenga e Arouca. É, igualmente, voluntário em várias associações de cariz humanitário.
A vida como que trouxe-o até à freguesia de Chave, onde vive na antiga casa dos seus sogros, no lugar de Outeiro de Mouros, sendo casado, pai de duas filhas e avô de dois netos.
Encabeça a lista do Partido Popular Monárquico à junta de freguesia de Chave. Um partido com muita história nesta comunidade e Filipe sabe-o, perfeitamente.
Quer fazer mais por Chave e aponta um caminho específico: o campo social.

Como surgiu a oportunidade de uma candidatura PPM em Chave?
Todos sabem do meu empenho, da minha disponibilidade e da minha entrega às causas públicas. A candidatura do PPM abordou-me e, depois de pensar, decidi integrar a lista, até porque Chave é há muitos anos um reduto do PPM e não é uma coisa nova. A vontade dos PPM de gema é o desejo de uma aragem fresca politicamente e de dar um novo impulso à terra, essencialmente no campo social. Chave tem muitas potencialidades, há que saber aproveitá-las.

Um partido com muita história na freguesia, não é verdade?
Sim, o PPM tem uma longa história na freguesia. No período de 1989 a 1997 esteve representado quer na assembleia, quer na junta de freguesia. No mandato de 1989 a 1993 teve dois representantes eleitos para a assembleia de freguesia, no mandato de 1993 a 1997 teve três representantes na assembleia e um representante na junta de freguesia como tesoureiro. Recorde-se o início, em 1989, em que as pessoas diziam que a lista não tinha credibilidade porque era constituída pela malta jovem da freguesia que queria revolucionar o panorama político e, no entanto, acabou por ter grande sucesso devido à adesão das pessoas que se reviam nas ideias que esta juventude trazia e isso traduziu-se em votos no PPM. Este grupo de jovens foi também impulsionador de várias atividades, tais como, a fundação da primeira associação desportiva de Chave, trouxeram o D. Duarte a Arouca por altura de uma Feira das Colheitas e promoveram a vinda do atual presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, para uma sessão de fados em Arouca, na antiga discoteca ‘Stop'.

O PPM é o seu partido? É monárquico?
Não, sou candidato independente pelo PPM e faço-o sem ideologia, sem partidarismo, focado nas pessoas que são o princípio e o fim de toda a minha actividade política.

Encabeçar a lista à Assembleia de Freguesia de Chave foi decisão sua ou proposta dos restantes elementos da lista?
Foi uma decisão conjunta de todos os elementos da lista.

Acha que nos dias que correm o PPM é um partido antiquado? Falar-se de monarquia é um tema desajustado na actualidade?
Não, de forma alguma! É um partido português como todos os outros, inspirado essencialmente no municipalismo, ou seja, um sistema político que defende maior autonomia para os municípios, tornando assim o país mais igual com menos diferenças entre o litoral e o interior. Concorre em praticamente todo o país, essencialmente em coligações, sendo poder, por exemplo, na capital de distrito, Aveiro.
Quanto à monarquia, é uma discussão sempre atual, uns defendem, outros não. Mas, tendo em conta que estamos em período de eleições autárquicas, essa questão não se põem, é uma questão mais nacional.

Que análise faz dos três mandatos do PSD na freguesia de Chave?
Na generalidade, pode dizer-se que foram anos perdidos para a Freguesia. Apesar de um ou outro aspeto positivo, muito mais poderia e deveria ser feito. Este executivo teve condições ímpares, mas não esteve à altura, não correspondeu. As obras realizadas são quase todas da responsabilidade da câmara e do poder central.

O candidato à junta de freguesia de Chave, Hélder Pinho, sustentou que "Chave tem sido governada com muito pouco transparência". Concorda?
Se a "Voz do Povo é a Voz de Deus", nos últimos mandatos há por lá sombras negras que se podem traduzir na falta de transparência mas, provas concretas disso, de momento, não existem. Quem os elegeu que se pronuncie, se for caso disso. Eu, pela minha parte, nunca acusarei ninguém na praça pública e sem provas. Para tal, existem mecanismos legais para dar razão a quem a tiver. Se eu for eleito presidente da junta, não deixarei cair o assunto em saco roto, e essa é uma promessa que faço à população de Chave.

Quais as grandes bases e propostas para Chave do seu programa eleitoral?
Essencialmente no campo social, daí o slogan "Gente por Ti". Enquanto enfermeiro, passei a vida a lidar com todas as realidades sociais. Ninguém como eu conhece as casas dos pobres e dos ricos e sabe o que é falta de serviços sociais. Quero transportar para a junta de freguesia a minha disponibilidade para as pessoas, o que sempre fiz toda a vida. Quero que as pessoas vejam e sintam esse apoio. É meu desejo unir toda a população em volta de um objetivo comum, Chave! Trazer para a participação cívica e social todos os desinteressados, apartidários e partidários, inativos, para a participação nas associações e para o voluntariado. Promoverei a preservação e a valorização do património e espaços públicos; apoiarei todas as iniciativas que visem a promoção dos nossos produtos agrícolas, a manutenção da agricultura e pecuária. Apoiarei iniciativas ligadas à formação em temáticas como o empreendedorismo e o emprego. Apoiarei e incentivarei todas as associações e coletividades locais em todas as suas atividades, pessoalmente, considero serem estas a defesa da nossa identidade local, não permitindo que Chave se torne um dormitório.
Lutarei pela conclusão da ligação do saneamento a toda a freguesia. Pelo melhoramento da rede viária a necessitar de intervenção. Pela limpeza e melhoria dos caminhos rurais, tratando todos por igual. Tenho o desejo, se as condições financeiras o permitirem, de criar as seguintes ligações: de Coval a Soutelo, de Miraves à Regada, Carvalha da Celada ao Borralheiro e recuperar a antiga ligação da Bouça a Quintela. 2017-09-07 Ruben Tavares

 
Arouca

Sexta, 17 de Novembro de 2017

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"Um apicultor tem que ter grande paixão pelas abelhas, mesmo depois de algumas picadas!"

António Azevedo, produtor de mel em Arouca, em entrevista ao RV

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