SOCIEDADE
 
AECA debateu a economia circular
 
Redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia nos propósitos dos empresários
 
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Teve lugar no dia 23 de Março, a 5ª Conferência "Economia Circular e Sustentabilidade", organizado pela AECA, no âmbito do projecto Master Export (iInternacionalização dos sectores da metalomecânica e do habitat) em formato webinar através da plataforma teams. O evento foi acolhido nas instalações da COLEP, no concelho vizinho de Vale de Cambra.
A economia circular é vista como um futuro inevitável, dado que os recursos da terra não são ilimitados deixando de ser sustentável a persistência numa economia linear que se baseia em desperdícios. Uma economia circular consiste fundamentalmente em reduzir o desperdício com base na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais.
Nesta conferência procurou-se reflectir o que é a economia circular, a sua origem, até aos planos de acção. Os três princípios da economia circular (regeneração de capital natural, fechar ciclos, perspectiva sistémica), a comparação entre a economia circular e a economia linear, mostrando as desvantagens de uma economia baseada no desperdício (economia linear) e explorando a insustentabilidade na manutenção de economias lineares estiveram em cima da mesa. Foram abordadas as vantagens de uma economia circular, bem como é que a economia circular está a ser explorada em Portugal, com as medidas tomadas pelos governos e empresas.
'Economia circular' é um conceito estratégico que se baseia na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento-chave, para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inquebrável.
Carlos Brandão, presidente da direcção da AECA iniciou a sessão, começando por agradecer em primeira instância a participação das várias organizações, representadas nos seus oradores, assim como a todos os presentes via online. «Um especial agradecimento à Colep, que acolheu cordialmente o evento, uma empresa associada da AECA e das maiores da região. Desta forma a AECA reforça a ligação aos seus associados e, através do Master Export valorizar as empresas da região». Menção distinta aos presidentes dos municípios de Vale de Cambra e Arouca, José Pinheiro e Margarida Belém, respectivamente, pelo envolvimento neste projecto.
Um dos pilares do projecto Master Export é preparar as empresas para trabalharem em rede, incentivar à exportação e considerar cada vez mais o mercado europeu, como mercado interno. Cada vez mais o mundo é uma aldeia global. Portugal está inserido na comunidade europeia, faz todo o sentido considerar a União Europeia como um mercado interno.
«Este projecto visa dar mais um passo nessa direcção, na promoção das relações interempresariais, consubstanciando-se através da celebração de protocolos com as associações congéneres para os mercados de Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo e Polónia».
O presidente da AECA aproveitou ocasião para manifestar a preocupação dos empresários relativamente à "bazuca europeia", «que não reflecte as reais necessidades das empresas, que deveria alavancar a economia e não "apenas para apagar fogos"». No que concerne ao investimento público, apontou a lacuna da ligação rodoviária das zonas industriais da região às principais redes do país, contributo que a AECA registou em sede da consulta pública para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). «O investimento na indústria é fundamental». A pandemia levantou muitas questões sobre a sustentabilidade, nomeadamente a falta de matéria-prima. «Neste momento há empresas a parar a produção em virtude da escassez desta. A origem do problema pode estar na logística, nomeadamente nos transportes oriundos da Ásia. Daí a importância da Europa, nas nossas potencialidades».
A abrir as intervenções esteve Raquel Miranda, em representação da Colep, sobre a Economia Circular e Sustentabilidade. A apresentação teve como ideia-chave a utilização em demasia dos recursos naturais do planeta, que provoca actualmente a escassez de recursos, a degradação ambiental/poluição, mudanças climáticas e pobreza/ desigualdade social.
Em termos de sustentabilidade, o ano de 2015 foi importante devido à assinatura do European Green Deal, aprovando uma série de novas políticas e novas medidas que têm como meta atingir novas tendências a nível do consumidor.
Foi feita uma apresentação da Colep - Sustentabilidade e a sua estratégia de criação de valor e eixos de actuação, não esquecendo a responsabilidade social.
Paulo Rocha em representação da Cimpor (Cimpor - Industria de Cimentos, S.A.) interveio sobre o tema Economia Circular na Indústria Cimenteira.
Foi apresentada uma definição do modelo de economia circular e como a Cimpor se encontra a trabalhar de acordo com esta temática em cada uma das suas unidades industriais.
Dando seguimento ao segundo Painel, António Tadeu, em representação do Itecons (Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade) apresentou o tema Inovação na Valorização de Resíduos.
A apresentação iniciou com referência ao Itecons e aos seus serviços, principalmente as soluções de inovação na valorização de resíduos. Estas soluções passam pela aposta na utilização de produtos mais sustentáveis, tendo sido dados vários exemplos.
Na última intervenção do segundo Painel, Rita Silva, em representação da Apemeta (Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais) apresentou ao tema Gestão de Recursos e Sustentabilidade.
No Painel 3: Casos de Sucesso na Internacionalização, foram convidadas duas empresas associadas da AECA - Farcimar, S.A com a participação de Bruno Teixeira, e AEA, Grupo Ramalhos, com a participação de Álvaro Ramalho, para partilharem as suas experiências.
Bruno Teixeira apresentou a empresa e destacou o tipo de materiais que são usados nos seus produtos; assim como a relação destes com a reciclagem e a opção por materiais reciclados. No que respeita à internacionalização, foram referenciados os mercados de exportação do Grupo Farcimar.
Álvaro Silva apresentou o Grupo Ramalhos e a sua evolução. Foi abordada também a estratégia utilizada pelas empresas a nível de prospecção de mercados e as relações comerciais existentes nos diversos países, identificando os produtos produzidos e os pontos que levam ao sucesso dessas relações comerciais.
Adriano Fidalgo, moderador, conduziu a conferência criando dinâmicas de ligação e entre os vários painéis de oradores, colocando questões abertas, geradoras de partilha de experiências às empresas convidadas, posteriormente extensíveis aos demais participantes nos domínios das: "oportunidades, dificuldades e vantagens na adopção de práticas de economia circular e sustentabilidade enquanto suporte aos processos de internacionalização?"; "Expectactiva de constrangimentos, riscos e desafios associados à sustentabilidade na abordagem os mercados europeus (preferencialmente Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo e Polónia)?"; e "Benefícios e impacto na sociedade face aos novos modelos de negócio, gerados pelas boas práticas de circularidade e sustentabilidade?"
A encerrar a conferência, Carlos Brandão deu nota do nível de satisfação das entidades promotoras AECA e AEA pela qualidade e pertinência das intervenções, assim como a actualidade dos conteúdos apresentados no âmbito da circularidade da economia e sustentabilidade.
O Projecto Master Export, com o código 37628, é desenvolvido em co-promoção pelas associações empresariais AEA (Associação Empresarial de Águeda) e a AECA (Associação Empresarial de Cambra e Arouca), no âmbito do Portugal 2020, especificamente, do Sistema de Apoio de Acções Colectivas (SIAC) - Qualificação, inserido no objectivo temático nº3 - "Reforçar a Competitividade das PME", do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, sendo apoiado pelo FEDER. 2021-04-06
 
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Sexta, 16 de Abril de 2021

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