VICTOR MENDES
 
COVID-19 em Portugal e Angola, uma peste global
 
Victor Mendes enviou foto de Luanda deserta
TESTEMUNHO | Olho o problema com o coração apertado, com a minha família aí em Arouca
 
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Estando a trabalhar em Angola, fui apanhado neste turbilhão de epidemia provocado pelo Coronavírus, um vírus vindo da China e que é representativo da globalização das doenças, o qual corre o mundo em poucos dias, atingindo os países mais distantes, não escolhendo ricos ou pobres, novos ou idosos, poderosos ou o povo mais anónimo, países do Norte ou do Sul, cores ou religiões.
Às duas perguntas postas pelo RV, digo de forma sintética:
À primeira "Como vejo o Covid- 19 em Portugal?", digo em primeiro lugar que olho o problema com o coração apertado, com a minha família aí em Arouca, com os amigos e o povo português a ser vitima de um vírus silencioso, desconhecido e criminoso. Quanto à forma como o país reagiu, entendo que foi tarde de mais e que muito teria de ter sido feito a nível de compra de materiais cirúrgicos, preparação de instalações próprias para acolher os doentes e sobretudo no rastreio da entrada de estrangeiros. Mas a resposta foi sendo dada, embora com muitos solavancos dos governantes e autarcas.
Quanto à quarentena, decretada tarde de mais, penso que está a ser cumprida pela maioria do povo português, embora com exceções de alguns irresponsáveis que teimam em ir para a rua, sem ser para trabalhar, ir às compras, à farmácia ou outras funções. Ir passear o cão, jogar à bola na rua ou caminhar pelos parques e praia não são atividades aceitáveis neste quadro de pandemia. Nestes momentos, é que se vê o melhor e o pior do ser humano.
No nosso município, pelo que vejo à distância e também ao falar com a minha família, a atuação dos responsáveis e empresários tem sido de enaltecer. Uma palavra especial, para os pequenos e médios empresários que estão na primeira linha do combate. Desejo e espero que tudo corra bem para eles e consigam ultrapassar este problema. Há que continuar a cumprir a quarentena, desinfetar as ruas, e atuar firme contra os prevaricadores.
Não quero esquecer todos aqueles que nesta situação lutam em prol de todos, os médicos, enfermeiros, outros profissionais de saúde, forças de segurança e todos aqueles que continuam a trabalhar para levar os bens essenciais a casa de cada português. Espero que quando tudo isto passar se avalie que Portugal e Europa queremos ter. Há que apoiar a indústria e a inovação.
"Quanto a Angola?", a pandemia só chegou esta semana com os primeiros dois casos, verificados em pessoas vindas de Portugal. Mas há muito que o combate à pandemia estava a ser realizado com a verificação da temperatura nos aeroportos, o internamento de pessoas vindas de alguns países, com exceção de Portugal. Mas tudo acelerou no passado fim de semana com o aumento da pandemia em Portugal, tendo o governo Angolano decretado o fecho do espaço aéreo, encerramento das outras fronteiras, marítimas e terrestes, o que tem por consequência estarmos agora isolados, sem pudermos viajar para nenhum país, incluindo Portugal.
As dificuldades de equipamentos e profissionais de saúde em Angola deixam a população angustiada. No entanto, pelo que eu vi neste fim de semana, os angolanos cumpriram com as recomendações do governo angolano, ficando em casa, não andando na rua, a não ser por extrema necessidade.
Espero e desejo que tudo corra bem e que pandemia não se propague como noutros países. Seria uma tragédia ainda maior que noutros países, devido à insuficiência de meios de saúde para uma população de 30 milhões, a qual está concentrada, na sua maioria, em Luanda.
Nós os portugueses e arouquenses que estão aqui em Angola, devemos manter a calma e agir com extremo cuidado. Aqueles que não trabalham deverão ficar em quarentena e os que trabalham protegerem-se e rezar. Com muita saudade das nossas famílias temos o coração em Portugal, esperando que a peste passe depressa na Europa e a vida volte ao normal.
Nesse momento, unamos, pois, todas as nossas energias, na defesa e proteção das nossas famílias, com esperança e fé num mundo mais solidário e humano, quando sairmos desta crise.
A todos os leitores e equipa do jornal RODA VIVA, desejo que tudo corra bem e não sejam atingidos por esta peste, Cuidem-se.
Um forte candando, daqui de Angola. 2020-03-24
 
Arouca

Segunda, 06 de Julho de 2020

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