ASSOCIATIVISMO
 
Eleições no FCA: Lista A apresentou-se em contexto de incerteza
 
Sessão de esclarecimento no auditório dos Bombeiros de Arouca
«Há muitas pessoas que querem voltar a ser sócios. Por isso é que estamos aqui»
 
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Enquanto a comunidade do futebol aguarda pela decisão do Tribunal de Arouca quanto à aceitação ou não da lista A, o FC Arouca (FCA) continua na ordem do dia das conversas entre sócios e adeptos. Conforme fora anunciado, na última sexta-feira, a lista A, liderada por António Matos, promoveu, no auditório dos Bombeiros Voluntários de Arouca, uma sessão de esclarecimento que esteve muito participada. O ponto da situação do clube e a divulgação do programa eleitoral foram os principais vectores das intervenções de alguns dos principais candidatos aos corpos sociais, nomeadamente António Matos, Jaime Azevedo, Paulo Teixeira, Afonso Portugal e Alfredo Martins, num debate que foi moderado pelo antigo jogador do clube, Joaquim Carlos Rocha.

Devolver o clube aos adeptos

"Esta candidatura não é contra ninguém nem um ataque a ninguém, nem retiramos o mérito às pessoas por aquilo que outrora conseguiram. Esta lista surgiu porque a direcção se demitiu e é preciso dar outro rumo ao FCA". Foi a premissa do debate lançado pelos representantes da lista excluída do acto eleitoral, mas a aguardar ainda a decisão sobre a providência cautelar que a reponha como candidata opositora à formulada por Carlos Pinho. As perguntas dos adeptos foram dinamizando a sessão, que foi também ponto de referência das medidas prioritárias do projecto para o clube: devolver o clube aos sócios, estruturar e equilibrar a situação financeira, fomentar parcerias com empresas, instituições e investidores, redimensionar a empatia entre o clube e os arouquenses, apostar na qualidade da formação como um dos pilares da sustentabilidade, profissionalizar os serviços e investir na melhoria das infra-estruturas, sobretudo no antigo campo Afonso Pinto de Magalhães.

Prazo de resposta termina segunda-feira

A actual Comissão de Gestão do FCA, presidida por Joel Pinho, tem dez dias (até esta segunda-feira, ou quarta-feira, com multa) para alegar a defesa da legalidade do processo e as razões da exclusão da lista A do rol de candidaturas. Entretanto, a lista A enumerou os motivos de ter avançado para o tribunal, questionando a composição da comissão eleitoral e a falta de regulamentação quanto à quotização dos sócios, lamentando ainda a "dificuldade na obtenção de informações sobre a actividade e os dados contabilísticos do FCA". "Este constrangimento cria-nos dificuldades em fazer o nosso planeamento para o clube", referiu António Matos. "O FCA tem activos. Contudo, não sabemos em que condições foram contratados a equipa técnica e os jogadores que já estão a trabalhar", reiterou. A ‘questão dos investidores' que surgiram associados à lista A demorou a ser respondida mas acabou por ter os esclarecimentos esperados, ficando-se a saber que se trata de um grupo empresarial com recentes investimentos aprovados para Arouca para o sector hoteleiro e turístico. "Mas o FCA não tem só um investidor, tem muitos, somos todos nós, os sócios e todos os parceiros que ajudam o clube. O FCA vai ter vários investidores e recuperar outros", responderam os candidatos Jaime Azevedo e Paulo Teixeira. O processo especial de revitalização (PER) foi outro dos assuntos abordados por Afonso Portugal. "Passado um mês, a comissão de gestão ainda não entrou com o PER", protelamento que, segundo o jurista, pode complicar a vida do clube.
No final, e enquanto não há certezas quanto ao conteúdo da decisão judicial, RODA VIVA solicitou ao eventual candidato a presidente, António Matos, um balanço do encontro com os adeptos arouquenses.

Como encara esta movimentação no Arouca e este encontro com mais de uma centena de adeptos?
"É sempre bom falar para uma sala cheia. Recebi muitas mensagens de pessoas que não puderam estar presentes mas que querem o melhor para o FCA. É o que nós também queremos. Somos pessoas de bem, a sessão foi pautada pela educação, pelo respeito e pelo equilíbrio e teve perguntas muito pertinentes. Queremos que as pessoas participem e se expressem, que sejam parte activa do FCA".

Insiste no slogan de devolver o FC Arouca aos adeptos...
"Ultimamente as pessoas têm-se desinteressado, centenas deixaram de ser sócias. Não basta ao Arouca estar na Liga. O clube tem de fazer parte do coração das pessoas. Há muitas pessoas que querem voltar a ser sócios. Por isso é que estamos aqui. Queremos mudar. Não retiramos o mérito a ninguém, não somos contra ninguém, mas somos a favor do FCA".

Como perspectiva o resultado da providência cautelar? E se a exclusão da sua lista se mantiver?
"Ainda nem sequer somos candidatos. Isto cria uma ansiedade enorme. Somos o Arouca e queremos o melhor. Estamos convencidos que a decisão nos vai ser favorável. Indo às eleições, os sócios é que decidem". 2019-07-07 RV

 
Arouca

Quarta, 23 de Outubro de 2019

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"Espero que os pais dos atletas sejam exemplos de 'fair-play' dentro e fora do campo"

Pedro Cirne, presidente da UD Fermedo, em entrevista ao RV

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