ASSOCIATIVISMO
 
CRISE FCA: Recandidatura de Carlos Pinho ganha força
 
Assembleia muito concorrida
Assembleia Geral Extraordinária: passivo de 800 mil euros, demissão do presidente do Conselho Fiscal, Joel Pinho fica na gestão até às eleições
 
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A incerteza quanto ao futuro do FC Arouca esbateu-se na noite de sexta-feira, 7 de Junho, dia de uma Assembleia Geral Extraordinária, que foi uma das mais concorridas nos últimos anos ao reunir no estádio municipal cerca de sete dezenas de associados, entre os quais membros da direcção do clube e da sociedade desportiva que se encontravam demissionários desde que há oito dias tinham apresentado a carta de demissão em bloco ao presidente Assembleia Geral, José Luís Silva. A sessão foi ainda oportunidade para o pedido de esclarecimentos sobre a decisão drástica dos membros directivos, tendo Joel Pinho justificado que "a frustração causada por nova e inesperada descida de divisão, a sensação de que as pessoas já se tinham esquecido do que fizéramos de bom e o aparecimento repentino de críticas e notícias falsas sobre a vida do clube tiveram grande impacto", levando à decisão de colocar o lugar à disposição antes do final do mandato para que possam "surgir outros candidatos que os sócios prefiram para gerir o FC Arouca."

Joel Pinho preside à comissão de gestão

Na reunião, onde que era urgente encontrar um elenco de gestão temporária, a resolução da crise directiva do FC Arouca ganhou novos contornos com o regresso a funções no clube de alguns dos ex-membros da direcção e da sociedade desportiva FCA SDUQ (casos de Joel Pinho e Paulo Cerqueira) que se propuseram a integrar uma comissão de gestão até às novas eleições, eleições que foram antecipadas em um ano face à demissão entretanto ocorrida. Sem mais nomes sobre a mesa e colocada à votação pelo presidente da Mesa, José Luís Silva, a assembleia aprovou os quatro sócios indicados para integrarem a comissão de gestão do clube e da SDUQ, nomeadamente Joel Pinho, Paulo Cerqueira, Flávio Soares e ainda José Américo Quaresma, membro da Mesa da Assembleia Geral. Esta comissão de quatro elementos assegurará efectivamente o governo do clube até à realização da próxima eleição dos corpos sociais marcada para o dia 29 de Junho.

Antecipação de eleições abre espaço para novas candidaturas

Dada a composição da comissão que gerirá provisoriamente os destinos do FC Arouca, perspectiva-se que alguns dos elementos poderão estar na génese da formação de uma (re)candidatura que integre novamente o ex-presidente Carlos Pinho, faltando confirmar se tal acontecerá na retoma do cargo de presidência da direcção. Os sócios aprovaram ainda o regulamento eleitoral. As listas de sócios que pretendam candidatar-se aos corpos dirigentes do FC Arouca terão de ser entregues até ao dia 17 de Junho, com possibilidade de rectificação até 19 de Junho. Desde 2001, ano em que o FC Arouca entrou pela primeira vez num campeonato nacional (a antiga 3ª divisão), nunca houve duas listas submetidas a sufrágio. Alberto Camisão (já com Carlos Pinho no lugar de "vice"), José Carlos Mendes e Carlos Pinho (este desde 2006) foram os únicos candidatos e presidentes do clube no novo milénio.

PER para enfrentar 800 mil euros

Embora o fecho de contas da presente época ocorra mais tarde, a gerência da SDUQ adiantou aos sócios que o valor do passivo ronda actualmente os 800 mil euros. Uma situação negativa agravada pela descida ao Campeonato de Portugal quando já estavam assumidos compromissos de outra ordem no contexto do futebol profissional. Embora o FC Arouca nada deva ao Estado, para controlar as dificuldades financeiras foi proposta e aprovada por maioria da AG a autorização para que a comissão de gestão da SDUQ inicie desde já a preparação da apresentação de um projecto especial de revitalização (PER), um recurso muito utilizado por sociedades desportivas e empresariais cujos aspectos técnicos e virtudes foram explicados aos associados pelo especialista em Direito Desportivo, Emanuel Calçada. No início da reunião, o presidente da AG comunicou o pedido de demissão que lhe foi endereçado pelo presidente do Conselho Fiscal, Joaquim Alexandre Oliveira, que invocou razões de "solidariedade institucional com a direcção" e ainda "motivos de ordem familiar e de saúde" para a decisão de deixar o cargo.

Pinho não diz sim nem não

"Foi a carta que mais me custou assinar. Chorei.", confidenciou Carlos Pinho na intervenção diante dos sócios a propósito da carta de renúncia ao cargo. "Estou no clube há catorze anos e isto é cansativo. Tive de o fazer porque os sócios podem querer escolher outras pessoas." Incentivado por alguns sócios para continuar, o presidente demissionário preferiu agradecer. "Estou grato convosco porque tudo o que aqui foi aprovado foi para bem do FC Arouca." Quanto ao futuro próximo, Carlos Pinho não abriu o livro. "Não sei ainda se vou candidatar-me ou não. Estou a pensar", deixando à plateia a convicção de que "com ou sem Carlos Pinho o FC Arouca nunca vai acabar, e mais, vai continuar forte!."

«Saímos daqui com optimismo»

"Fiquei satisfeito, primeiro por ver a sala completamente cheia, sinal de que os sócios se preocupam e querem que o clube se equilibre e continue a dignificar a terra. E também tendo em conta a aprovação do que constava nos diferentes pontos da ordem de trabalho, que são cruciais para a continuidade do FC Arouca, soluções que foram pensadas com conhecedores e especialistas desta área", referiu o presidente da AG ao RODA VIVA no final da sessão.
Numa assembleia que decorreu de forma ordeira e até terminou com um expresso voto de louvor e de incentivo aos directores cessantes, José Luís Silva acentuou os resultados obtidos na discussão dos trabalhos. "Saímos daqui com optimismo. A história do clube é feita de altos e baixos. Penso que esta assembleia será um ponto de viragem no sentido de haver esperança para o FC Arouca." Questionado sobre os riscos de o FC Arouca ficar órfão no próximo dia 29, o líder da AG mostrou-se confiante quanto ao cuidado que será dado ao clube. "Acho que até ao dia 17 de Junho vai aparecer alguém para gerir o FC Arouca. Pela forma como vi aqui o sentimento das pessoas para com o nosso clube, mesmo das pessoas que pediram a demissão, acredito que no dia 29 estará pelo menos uma lista a concorrer à direcção do FC Arouca. Se houver mais do que uma lista candidata encararia isso como um sinal de vitalidade do clube." 2019-06-08 MMS/RV
 
Arouca

Terça, 20 de Agosto de 2019

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